A EBS – Empresa Brasileira de Saneamento acompanha de perto um dos maiores desafios do saneamento básico brasileiro, o tratamento de esgoto, etapa que segue distante das metas de universalização previstas em lei. Dados recentes do setor mostram que menos da metade do esgoto gerado no país recebe tratamento adequado antes de retornar aos rios e mananciais, cenário que reforça a relevância do esgotamento sanitário no debate público sobre infraestrutura urbana.
O impacto dessa lacuna vai muito além do meio ambiente. Esgoto sem tratamento adequado compromete a qualidade da água disponível para consumo e recreação, eleva o risco de doenças de veiculação hídrica e pressiona os sistemas de saúde pública, especialmente em regiões onde a infraestrutura de coleta ainda é inicial ou inexistente.
Levantamentos do setor associam a ausência de coleta e tratamento de esgoto a centenas de milhares de internações anuais relacionadas a doenças de veiculação hídrica, um custo que recai diretamente sobre o sistema público de saúde. Investir em tratamento de esgoto, nesse sentido, tende a gerar economia indireta relevante para os cofres públicos ao longo dos anos, além dos benefícios ambientais já conhecidos.
O retrato da poluição
Diferente do abastecimento de água, cuja cobertura já avançou de forma mais consistente nas últimas décadas, a coleta e o tratamento de esgoto seguem como a etapa mais distante da universalização. Na leitura da EBS – Empresa Brasileira de Saneamento, empresa especializada em soluções para saneamento básico, esse atraso decorre de obras mais complexas, custos elevados de implantação e menor visibilidade política em comparação a projetos de fornecimento de água.
A ampliação da rede de coleta exige, além de investimento contínuo, planejamento urbano integrado, já que estações de tratamento precisam acompanhar o crescimento das cidades e a ocupação de novas áreas. Quando esse planejamento não acompanha a expansão urbana, o resultado costuma ser o lançamento de esgoto in natura em corpos hídricos, agravando problemas ambientais e sanitários.
Municípios de médio e pequeno porte enfrentam ainda uma dificuldade adicional: a escassez de equipes técnicas capazes de estruturar projetos complexos e acompanhar sua execução ao longo dos anos. A limitação orçamentária, somada a esse gargalo administrativo, ajuda a explicar por que boa parte dos avanços recentes em tratamento de esgoto se concentra em grandes centros urbanos, deixando regiões periféricas em ritmo mais lento de expansão.
Diferenças regionais que aprofundam o problema
As disparidades entre estados brasileiros são expressivas. Enquanto algumas unidades da federação já atendem a maior parte da população com coleta de esgoto, outras registram índices bem mais baixos, refletindo décadas de desigualdade nos investimentos em infraestrutura sanitária. A distância entre regiões tende a se manter enquanto os aportes financeiros não forem redistribuídos de forma mais equilibrada pelo país.
O segmento em que a EBS – Empresa Brasileira de Saneamento se posiciona tem observado com atenção o avanço das parcerias público-privadas como caminho possível para reduzir essas disparidades, já que a entrada de novos operadores costuma trazer capital adicional para regiões historicamente carentes de recursos e capacidade técnica local.

O papel das parcerias público-privadas na expansão do tratamento
Concessões e parcerias público-privadas têm ganhado espaço como alternativa para acelerar obras de coleta e tratamento de esgoto em municípios que não dispõem de estrutura própria para tocar projetos complexos. Impulsionado pelo Novo Marco Legal do Saneamento, esse movimento tende a se intensificar nos próximos anos, à medida que mais estados avançam em processos de regionalização dos serviços.
Como reforça a leitura da EBS – Empresa Brasileira de Saneamento, soluções como o reuso de efluentes tratados e a recuperação energética a partir do biogás gerado em estações de tratamento ganham espaço como alternativas capazes de agregar valor ambiental e econômico aos projetos de saneamento.
Fundos de investimento voltados a critérios ambientais, sociais e de governança também têm atraído atenção para esse movimento, ao verem no tratamento de esgoto um ativo de impacto socioambiental com potencial de retorno consistente ao longo de contratos de concessão que costumam se estender por décadas.
O que muda com a chegada de novos investimentos?
A tendência é que a combinação entre capital privado, tecnologia e regulação mais estruturada acelere a ampliação da rede de coleta e tratamento nos próximos anos, embora o ritmo dessa transformação continue a depender da capacidade de cada região atrair recursos e conduzir os processos de licenciamento e obra dentro de prazos viáveis.
Enquanto o país não reduzir a distância entre a cobertura atual e as metas do Marco Legal do Saneamento, o tratamento de esgoto continuará sendo um dos principais indicadores a monitorar na avaliação da qualidade do saneamento básico brasileiro. Nomes como a EBS devem seguir no radar de quem acompanha esse debate, e quem deseja se aprofundar no tema pode conhecer mais soluções do setor no site ebs.eng.br.
